Volta às Aulas e a Preocupação Que Você Não Diz em Voz Alta
As lancheiras estão prontas. O tênis novo já está riscado. Em algum ponto entre o primeiro sinal e a primeira crise por causa da lição de casa, quase todo pai e toda mãe em Laval têm o mesmo pensamento silencioso: meu filho vai ficar bem este ano?
Não "bem" no sentido do boletim. Bem do jeito que importa mais. Ele vai manter a postura quando um menino maior chegar perto demais? Vai largar o tablet sem virar uma guerra? Vai entrar numa sala nova e dizer oi, ou vai se encolher na última carteira torcendo para ninguém reparar?
Você não pode entrar no pátio da escola com ele. O que você pode fazer é dar a ele um lugar onde exatamente esses músculos são treinados, três vezes por semana, por pessoas que já fizeram isso com centenas de crianças antes da sua. Esse lugar, para um número cada vez maior de famílias de Chomedey a Sainte-Rose, é um tatame de jiu-jitsu.
Este artigo é para pais que não estão procurando um lutador. Você quer um filho mais calmo, mais firme, com mais autocontrole. Se você cresceu no Brasil, boa parte do que vem a seguir você já intui. Vale ler mesmo assim: aqui está como o jiu-jitsu brasileiro forma exatamente esse tipo de criança, e por que famílias de todas as origens em Laval acabam chegando à mesma conclusão.
As Cinco Preocupações Que os Pais de Laval Mais Citam
Quando os pais sentam com a gente antes da primeira aula na Gracie Laval, os motivos raramente têm a ver com arte marcial. Eles soam assim.
"Não consigo tirar meu filho do celular." Toda discussão em casa começa com uma tela. A criança fica inquieta, dorme mal e já esqueceu como é ficar cansada de tanto se mexer.
"A escola virou uma panela de pressão." Lição de casa, avaliações, uma professora dizendo que seu filho não para quieto e não se concentra. Você quer que ele vá bem, e vê o estresse pesando em ombros pequenos.
"Ele é tímido, e isso está começando a custar caro." Escola nova, idioma novo, bairro novo. Seu filho fala baixinho, evita olhar nos olhos e prefere ser invisível a correr o risco de errar.
"O pavio é curto." Um jogo perdido, um irmão, uma regra de que ele não gosta, e a explosão vem antes do pensamento. Você não está criando uma criança agressiva. Está criando uma criança que ainda não aprendeu onde fica o freio.
"Alguém na escola está pegando no pé dele." A palavra bullying pesa em qualquer idioma. Você já disse para contar à professora, para se afastar, para ignorar. Não parou, e você se sente de mãos atadas.
Repare no que essas cinco preocupações têm em comum. Nenhuma delas é sobre força. Todas são sobre autocontrole, foco, confiança e calma. E isso não é traço de personalidade que a criança tem ou não tem. São habilidades, e habilidade se treina.
Programa BJJ Infantil (Idades 3-13)
Aulas Aprendiz, Júnior e Adolescentes. Primeira aula grátis.
Conheça o Programa InfantilO Que uma Aula de Jiu-Jitsu Treina de Verdade
O jiu-jitsu brasileiro é uma arte de luta agarrada. Não existe soco nem chute na aula infantil. A criança aprende a controlar o parceiro no chão usando alavanca, base e tempo, e a escapar quando é controlada. Esse único detalhe muda tudo no que o treino faz com uma cabeça em formação.
Controle sob pressão
Em toda aula, seu filho passa um tempo em posições desconfortáveis, mas seguras: preso embaixo do parceiro, sem base, sem ideias. A tarefa nunca é entrar em pânico nem forçar. É respirar, pensar e achar a técnica. Repita isso algumas centenas de vezes entre setembro e junho e a criança aprende, no corpo, que pressão é coisa que se resolve, não coisa de que se foge. É a mesma habilidade de que ela precisa numa prova, numa discussão ou num confronto no corredor da escola.
O cumprimento, o aperto de mão e o bater
A aula começa com um cumprimento ao tatame e termina com um aperto de mão ou um toque de punhos com cada parceiro. No meio, quando a técnica funciona, o colega bate e a rodada para na hora. A criança aprende a soltar, a ganhar sem humilhar ninguém e a perder sem drama. Um filho que bate, recomeça e tenta de novo quarenta vezes por semana desenvolve uma relação com o erro que muitos adultos nunca alcançam.
Foco que dá para ver
Técnica é coisa precisa. Uma pegada dois centímetros fora do lugar não funciona. Então a criança aprende a assistir à demonstração, guardar a sequência e aplicar com o parceiro resistindo. Os pais nos contam a mesma coisa toda temporada: o filho que não aguentava uma folha de exercícios em setembro está seguindo instruções de quatro passos no tatame em novembro, e a lição de casa também começa a ficar diferente. É o que muita gente procura quando pergunta se o jiu-jitsu melhora a concentração na escola.
Coragem sem agressividade
A confiança que o jiu-jitsu produz é silenciosa. Vem de saber o que fazer se alguém te agarrar, e de saber que você não precisa provar nada. Quem pratica bullying lê linguagem corporal. Uma criança que já passou por cem posições desconfortáveis e saiu com calma de cada uma delas se carrega de outro jeito, e essa diferença se enxerga do outro lado do pátio.
Um corpo cansado do jeito certo
Quarenta e cinco minutos de brincadeiras de movimento, repetição de técnica e treino leve queimam a energia que antes ia para as brigas por causa da tela. É por isso que o tatame funciona tão bem para a criança agitada que não para quieta. Ela dorme melhor, come melhor e chega à escola na terça de manhã já regulada.
Os Valores Que Você Já Ensina em Casa, Reforçados no Tatame
As famílias de Laval vêm de todo lugar: Quebec, América Latina, Brasil, China, Magrebe, Líbano, Haiti e mais uma dezena de países. O que mais nos chama a atenção é como as esperanças se parecem. Respeito pelos mais velhos e pelos professores. Humildade. Disciplina. Saber se proteger e ter a sabedoria de não precisar. Um filho que representa bem a família.
Para quem cresceu no Brasil, o jiu-jitsu tem ainda outro peso: é herança. Talvez você tenha treinado, talvez um irmão ou um tio tenha treinado, talvez você só se lembre do cheiro do tatame da academia do bairro e da saudade que bate quando pensa nela. Colocar seu filho no kimono aqui em Laval é passar adiante um pedaço de casa numa cidade onde ele está crescendo em outra cultura, com outros idiomas e outras referências. E a linhagem conta: a Gracie Laval faz parte da rede Renzo Gracie via Team OAMA, um nome de família que dispensa apresentação para qualquer brasileiro.
O jiu-jitsu não inventou nenhum desses valores. Ele só dá a eles uma sala onde são praticados em toda aula, em voz alta, na frente dos colegas, com um professor que dá o exemplo. O cumprimento é respeito. Bater é humildade. Aparecer numa quarta-feira gelada de janeiro é disciplina. Ajudar um parceiro menor a aprender a fuga que você já sabe é generosidade. É a disciplina com alegria que os pais pedem quando procuram um esporte que ensina disciplina e respeito para crianças: a criança leva o treino a sério porque gosta de estar ali. A faixa na cintura do seu filho é conquistada, nunca dada, e toda criança no tatame sabe a diferença.
Por isso esse treino tende a reforçar o que você diz em casa, em vez de competir com isso. O professor está dizendo as mesmas coisas que você. A criança ouve de uma segunda voz, num lugar que ela escolheu e adora, e a mensagem pega.
Agende Sua Aula Experimental Grátis
Primeira aula grátis. Nenhuma experiência necessária.
Ver Horários e AgendarO Idioma no Tatame
As aulas na Gracie Laval são dadas em francês e inglês. A maioria das nossas famílias que falam português em casa acompanha em inglês sem dificuldade, e muitas contam que a aula virou um segundo lugar, sem pressão, para o filho praticar o idioma da escola. O mesmo vale para as famílias que falam espanhol, mandarim ou árabe em casa.
E aqui está a parte que tranquiliza qualquer pai: no jiu-jitsu não existe barreira de idioma na hora de atacar e defender. Toda técnica é demonstrada, sentida e repetida. A criança entende uma passagem de guarda com as mãos muito antes de saber o nome dela em qualquer língua. As instruções são curtas, físicas e repetidas do mesmo jeito em toda aula. Alguns nomes de posição, aliás, o mundo inteiro aprendeu em português. Ninguém nunca ficou para trás no tatame por causa de vocabulário.
O Que os Pais Percebem Depois de Três Meses
Não prometemos transformação com data marcada. Cada criança tem o seu ritmo, e as mais quietas muitas vezes são as que avançam mais rápido quando decidem. Mas existe um padrão que os pais descrevem de novo e de novo por volta do terceiro mês.
- A criança pede para ir ao treino, em vez de ser levada.
- As brigas por causa da tela ficam mais curtas, porque existe um lugar melhor para estar.
- A professora comenta que o foco melhorou antes de você ter falado uma palavra sobre jiu-jitsu.
- O olhar nos olhos volta. A voz fica mais alta, no bom sentido.
- Um conflito na escola é resolvido com calma, e você só fica sabendo depois.
- O primeiro grau na faixa vai para a porta da geladeira, ao lado do boletim.
Nada disso acontece porque a criança aprendeu a brigar. Acontece porque ela aprendeu, num lugar seguro e supervisionado, que consegue lidar com coisas difíceis.
Como Começar na Gracie Laval
Nosso programa de jiu-jitsu infantil em Laval é dividido em três turmas para a aula caber na criança: Aprendiz para os menores que estão começando (3 e 4 anos), Júnior para os primeiros anos de escola (5 a 8 anos) e Adolescentes para os mais velhos, prontos para mais estrutura e uma preparação leve para competição (9 a 13 anos). Os adultos treinam em turmas próprias a partir dos 14 anos, e muito pai e muita mãe acabam no tatame alguns meses depois do filho.
A primeira aula é grátis. Não tem nada para comprar nem nada para assinar. Seu filho faz o aquecimento com brincadeiras, aprende uma técnica simples, conhece o professor e sai cansado e sorrindo. Você assiste a tudo da beira do tatame.
Estamos na 3274 Blvd. Saint-Martin O, Suite 201, em Laval, com estacionamento gratuito na porta, a dez minutos de Chomedey, Vimont e Fabreville e a um pulo da Rive-Nord e de Montreal.
Tem Perguntas?
Estamos aqui para ajudar. Entre em contato a qualquer momento.
Perguntas Frequentes dos Pais
Com quantos anos a criança pode começar no jiu-jitsu?
As crianças começam na turma Aprendiz ainda na idade pré-escolar, assim que conseguem seguir instruções simples em grupo e gostam de brincadeiras de movimento. A maioria das que começam entre o pré-escolar e os primeiros anos de escola se adapta em duas ou três aulas. Crianças maiores e adolescentes podem começar em qualquer época do ano, sem precisar esperar uma turma nova.
Jiu-jitsu infantil machuca? É seguro para criança pequena?
As aulas infantis da Gracie Laval não têm golpes de impacto. As crianças aprendem pegadas, posições e fugas em tatame acolchoado, com supervisão constante e parceiros de tamanho e idade parecidos. As regras são explicadas no primeiro dia e repetidas em toda aula, e qualquer técnica que não seja adequada para crianças simplesmente não é ensinada.
Jiu-jitsu deixa a criança agressiva?
O que os pais relatam é o contrário. Uma criança que sabe que consegue se proteger não sente necessidade de provar isso, e a prática diária de bater, recomeçar e agradecer ao parceiro constrói controle emocional em vez de desgastá-lo. Os professores corrigem qualquer comportamento bruto na hora, e isso é raro, porque a cultura do tatame não recompensa esse tipo de atitude.
Meu filho é tímido. Ele vai se adaptar a uma turma?
Crianças tímidas costumam se dar muito bem no jiu-jitsu porque o treino é com um parceiro de cada vez, não com uma multidão. Não tem banco de reservas nem plateia. A criança pode ser quieta e mesmo assim ir bem, e a confiança que vem depois tende a transbordar para a escola e para as amizades em poucos meses.
As aulas atrapalham a lição de casa e a escola?
As aulas infantis acontecem no começo da noite e nas manhãs de sábado, então se encaixam na rotina escolar. A maioria das famílias percebe que uma criança que se mexeu, se concentrou e descarregou o estresse no tatame senta para fazer a lição com mais facilidade depois, não com menos.